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sábado, 21 de janeiro de 2017

São poucas as apostas do Tricolor Gaúcho.

Michel, Léo Moura, Leonardo, Jael o “Cruel”, e Beto da Silva, esses são os jogadores contratados pelo Grêmio até o momento na temporada, em comum eles têm o fatode que pouco se ouviu falar neles no ano de 2016, mesmo Léo Moura, que com toda a sua experiência, andava relegado ao Santa Cruz no ano passado, e que em alguns momentos foi banco do segundo pior time do CB 2016.

Léo Moura (foto a esquerda, fonte: Espn.com.br) é o caso mais emblemático de jogador que vem por todo mundo saber o que esperar dele. Técnico, cumpre funções defensivas sem grandes dificuldades, nunca foi rápido, tem razoável cruzamento, e fica apenas as suas limitações naturais que a idade pode trazer – como eu disse, pode, não necessariamente vá trazer – e como Edílson é uma bomba relógio, vai acabar sendo em algum momento da temporada, com certeza, titular da equipe.

Para mim Michel (foto a direita, fonte: Globoesporte.com) foi a melhor das contratações. Forte, boa velocidade, bom cabeceio, presença de área tanto defensiva quanto ofensiva, bate falta, e o principal, faz naturalmente primeira e segunda função do meio-campo, assim como a lateral esquerda. Outra aposta interessante é o peruano Beto da Silva (foto abaixo, fonte: Globoesporte.com), jovem, goleador no Peru enquanto esteve no Sporting Cristal, aonde estreou no profissional aos 16 anos, e pelos que vi – admito que não o conhecia – completou sua formação na Holanda. Os vídeos dele mostram no Peru um jogador sempre centralizado, e na Holanda um atacante muito mais participativo nas funções defensivas, jogando muito pelo lado esquerdo do campo. Tem bons números para um atacante jovem, que já rodou bastante. Leonardo vi jogos do BOA na Série C, e não me chamou tanto a atenção, talvez por ser um lateral mais defensivo que ofensivo. Jael já é aquele caso que se der certo, palmas para Renato, mas, eu pessoalmente, duvido que dê. Mas Renato foi o homem que trouxe Diego Clementino e Paulão, e ambos saíram com a torcida os adorando…

Mas para mim o grande reforço tricolor ainda é a manutenção da espinha dorsal do time: Grohe, Geromel, Walace, Douglas e Luan. Formam o que foi o fator decisivo para o título do último ano e não vendê-los, assim como valorizá-los foi o grande acerto da diretoria. Os contratados se corresponderem e aos poucos conseguirem ir entrando na equipe é um grande trunfo para acaso mais na frente – provavelmente na janela do meio do ano – o assédio a Geromel, Walace e Luan deve ser muito mais intenso e correm na frente por essas vagas Thyere (Geromel), Michel ou Jaílson (Walace) e Bolaños (Luan), resta para esses jogadores confirmarem a expectativa. O que deve ser reverenciado e aplaudido é o fato de todos os destaques e peças importantes da equipe terem sido mantidas, e se figuras dessas equipe como Pedro Rocha quiserem mesmo não ficar não será uma perda grave para a manutenção do bom futebol gremista da temporada passada.

OBS.: Se era para apostar em um atacante fraco e caro como Henrique Almeida, ou trazer um caneleiro como Jael, que se tivesse até hoje Bobô no elenco. Experiente, líder, e fazedor de gol, vide suas estatísticas que estão aí para comprovar, pois ao menos mesmo entrando na maioria dos jogos no segundo tempo, ele teve um gol a cada pouco mais de 90 minutos em campo, média superior a todos os atacantes tricolores dos últimos anos. 

Abaixo os vídeos do desconhecido atacante peruano Beto da Silva e um dos gols que Bobô vem fazendo em sua passagem pelo futebol australiano, gol de centroavante mais centroavante que o Grêmio teve nos últimos anos.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Transferências e Registros no futebol brasileiro em 2016.

  • BRASIL PARA O EXTERIOR

Atletas Amadores: 285
Atletas Profissionais  (TMS): 760
Atletas Profissionais Como Amadores (sai do Brasil como profissional para atuar como amador em outro país): 327
Total: 1.372
Transferências com valores: 110
Valor total: R$ 654.125.738,00
  • EXTERIOR PARA O BRASIL

Atletas Amadores: 124
Atletas Profissionais (TMS): 694
Total: 818
Transferências com valores: 44
Valor total: R$ 212.464.373,00
  • REGISTRO / BALANÇO DE 2016

Contrato / Definitivo: 21.743
Vínculos Não Profissionais: 26.966
Contrato / Empréstimo: 2.429
Rescisão de Contrato: 5.499
Rescisão Judicial: 125
Clubes Profissionais: 766
Clubes Amadores: 313
Clubes Formadores: 34
Atletas Estrangeiros: 103
Intermediários: 330
Transferências Nacionais: 15.327
  • TRANSFERÊNCIA NACIONAIS ENVOLVENDO VALORES

49 definitivas: R$ 68.770.866,80
52 empréstimos: R$ 2.369.480,00
Pagamentos a intermediários
71 transações: R$ 18.349.478,00

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Os dados acima tem como fonte o portal de transparência da CBF, onde pode-se encontrar as informações sobre transferências e registros de jogadores no ano passado. 

Na planilha acima nota-se que no Brasil saíram mais de 1300 jogadores só para jogar no exterior em 2016, é mais de uma Série A em apenas um ano. E um número cada vez maior de jovens que saem do Brasil para jogar nas divisões inferiores no país e completar sua formação lá fora.

Outra informação que chama a atenção é que foram apenas 110 transferências envolvendo valores no país, fato que demonstra que cada vez menos esse tipo de negócio tem que deixar de fazer parte da salvação dos nossos clubes, a crise da economia mundial, afetou e afetará cada vez mais o futebol, e que excluindo algum negócio de exceção com os chineses, esses números vão continuar caindo no país.

Temos 21.743 jogadores profissionais no Brasil, e apenas três divisões que jogam o ano inteiro, e uma quarta que é abrange alguns meses e menos jogos ainda. Essas três divisões abrangem no máximo 20% - sendo bem generoso, pois não tenho conhecimento de quantos atletas foram inscritos pelos times das três divisões juntas - o que não pode ser nunca considerado como ideal. 

A mudança principal que o futebol brasileiro tem que passar passa pela mudança de estrutura na base da pirâmide, enquanto ela ela for defasada, e pouco atraente seremos sempre esse país que se acha "o do futebol", mas que não conseguimos fazer deste negócio algo sustentável.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A CAN 2017 e suas forças.

No dia 14 de Janeiro começará no Gabão, pequeno pais do oeste africano, mais um edição da principal competição de seleções da África. Com muitos jogadores de fama internacional, e com um potencial técnico muito alto, sendo a principal diversão para viciados em futebol neste início do ano.

Com 16 seleções, e com jogadores de praticamente todos os principais clubes do mundo, a CAN apresenta a oportunidade de ver destaques do futebol mundial como o argelino Mahrez do surpreendente Leiceiter da Inglaterra, ou um dos principais artilheiro da Roma da Itália, o egípcio Mahamed Salah, ou ainda o zagueiro mais caro da última janela de transferência, o ganês Eric Baily do Manchester United.

Abaixo uma relação das chaves, e das principais forças do torneio, ou pelo menos, das que causam mais curiosidade neste viciado em futebol.



CHAVE A

  • Burkina Faso

Destaques: Bakary Koné (L, Malagá/ESP), Charles Kaboré(V, Kuban Krasnodar/RUS), e Bertrand Traoré(A, Ajax Amsterdã).

  • Guiné-Bissau

Destaques: Zezinho (M, Levadiakos/GRE) e João Mário(A, Chaves/POR).

  • Camarões

Uma seleção que vem de uma entre safra que parece nunca ter fim. As constantes brigas internas dentro da federação vem deixando em segundo plano uma das mais tradicionais e poderosas seleções africanas, junto a isso a dificuldade em captar novos talentos e de não conseguir mais como outrora atrair os descendentes de franceses deixam os “Leões Indomáveis” enfraquecidos em comparação a outros esquadrões para os moldes africanos já montados nos últimos anos.
Ausências como as dos defensores Joel Matip (Liverpool/ING), Nyom (West Brom/ING), e Henry Bedimo (Olympique de Marseille/FRA) e os meias Alex Song(Rubin/RUS) e Mbia (Herbei Fortune/CHIN) serão com certeza sentidas na campanha.

Destaques: Nikolas Nkolou (D, Lyon/FRA), Georges Mandjeck (V, Metz/FRA) e Vincent Aboubakar (A, Besiktas/TUR).

  • Gabão

O país é Gabão, mas poderia chamar da seleção de Pierre-Emerick Aubameyang, um dos matadores mais letais do futebol mundial na atualidade sofre a sina que grandes jogadores africanos já sofreram: A falta de uma seleção que acompanhe a sua qualidade técnica. O maior exemplode todos, o atacante nascido na libéria George Weah, melhor jogador do mundo nos anos 90, ficou longe de jogar uma Copa do Mundo justamente por não ter um time que conseguisse potencializar todo o seu futebol. Para a sorte de Auba, a geração gabonesa conto hoje com jovens jogadores com algum destaque no futebol europeu e com muita margem para evoluir. O jovem meia da Juventus de Turin/ITA Mario Lemina,o bom zagueiro Bruno Ecuele Manga do Cardiff da Inglaterra, dão suporte a um time que tentará fazer do fator casa uma fonte de força para tentar buscar uma classificação que já faria igualar as CAN de 1966 e 2012. Algo há mais será considerado uma epopéia.

Destaques: Pierre-Emerick Aubameyang (A, Borussia Dortmund/ALE), Bruno Ecuele Manga (D, Cardiff City/GAL), Lévy Madinda (M, Gimnástic/ESP) e Malick Evouna (A, Tianjin Teda/CHIN).




CHAVE B

  • Zimbabwe

Destaques: Khama Billiat e Cuthberth Malajila (M e A, ambos Mamelodi Sundows/AFS, ambos campeões africanos de clubes em 2016).

  • Senegal

Considerada a melhor seleção senegalesa desde a que disputou a Copa de 2002 e foi vice-campeão africana no mesmo ano, a geração liderada pelo experiente e artilheiro Moussa Sow (Fenerbahçe/TUR) e com valores muito interessantes pelos seus clubes como o habilidoso Sadio Mané (Liverpool/ING), a revelação Baldé (Lazio/ITA), os ótimos volantes Gueye (Everton/ING) e Kouyaté (West Ham/ING) e o espetacular e cobiçadíssimo zagueiro Kalidou Koulibaly (Napoli/ITA). É uma seleção com potencial para brigar pelo título e também para chegar a Copa do Mundo, conta com um grupo talentoso, mas como estamos falando de Senegal, com uma fama de amarelar na hora H. Cabe ver se a regra se aplicará mais uma vez aos “Leões de Taranga”.

Destaques: Sadio Mané (M, Liverpool/ING), Kalidou Koulibaly (Z, Napoli/ITA), Moussa Sow (A, Fenerbaçe/TUR), Idrissa Gueye (V, Everton/ING).

  • Tunísia

Destaques: Aymen Abdennour (Z, Valência/ESP), Wahbi Khazri (M, Sunderland/ING) e Ahmed Akaïchi (A, Al-Ittihad/ARA).

  • Argélia

Considerada por muitos a mais promissora seleção africana, a Argélia, campeã em 1990, vem de uma Copa do Mundo onde só foi eliminada pela campeã Alemanha após um dura prorrogação, onde esteve em muitos momentos da partida mais próxima da vitória do que a seleção que se sagraria campeã no Rio, e hoje apresenta uma geração de grandes valores no futebol europeu. Ryad Mahrez (Leicester/ING) é o líder técnico dessa jovem seleção mas com bons valores como Brahimi (M, Porto/POR), Nabil Bentaleb (M, Shalke 04/ALE), Ghoullam (D, Napoli/ITA) e Islam Slimani (A, Leicester/ING). Um bom sistema defensivo, jogadores com velocidade e bastante criativos no meio-campo e atacantes em bom momento, tornam muito perigosa e forte seleção africana.

Destaques: Ryiad Mahrez (M, Leicester), Yacine Brahimi(M, Porto/POR) e Nabil Bentaleb (M, Shalke 04/ALE).



CHAVE C

  • Togo

Destaques: Serge Akakpo(L, Trabzonspor/TUR), Serge Gakpè(M, Genoa/ITA) e Emmanuel Adebayor(A, sem clube).

  • Marrocos

Destaques: Karim El-Amadi(M, Feyenord/HOL), Omar El-Kaddouri(M, Napoli/ITA) e Mehdi Benatia(Z, Juventus/ITA).

  • Costa do Marfim

Na primeira competição sem o astro Didier Drogba, Costa do Marfim tenta se mostrar pronta para manter o nível de expectativa que sempre causou com o antigo centro-avante ainda jogava pela seleção. A atual campeã aposta suas fichas no bom Salomon Kalou (Herta Berlim/ALE), no promissor Serge N'Guessan(Nancy/FRA) e na velocidade pelos lados do campo principalmente com o lateral do PSG Serge Aurier. Os gols de Wilfried Bony(Stoke City/ING), que boa parte da carreira foi banco de Drogba agora serão também essenciais, e fica também a expectativa de ver a eterna promessa do futebol inglês Wilfried Zaha jogando pela primeira vez na seleção de sua decendência – ele é inglês – decisão que fez a pouco tempo e já tem a oportunidade de jogar uma das principais copas entre seleções do mundo.

Destaques: Salomon Kalou (A, Herta Berlim/ALE), Eric Baily (Z, Manchester United/ING),  Wilfried Bony(A, Stoke City/ING) e Serge Aurier (L, PSG/FRA)

  • República Democrática do Congo

Destaques: Dieumerci Mbokani(A, Hull City/ING), Youssuf Mulumbu(V, Norwich/ING) e Cèdric Bakambu(A, Villarreal/ESP)




CHAVE D

  • Ghana

Mais uma daquelas seleções que sempre apresentam bons valores e boas histórias nas competições que participam. Ghana tem em seu histórico ser a seleção que mais jogou finais  - 9, sendo quatro títulos e cinco vices – e seja por ser liderada pelos filhos de um dos grandes nomes do futebol africano – Adbi Pelé – os irmãos André (M, West Ham/ING) e Jordan Ayew (A, Aston Villa/ING), ou ainda pelo eterno Asamoah Gyan (A, Al-Ahli/EAU) que tem em sua carreira 97 jogos pela seleção com 48 gols marcados. A seleção ainda apresenta bons jovens nomes que já apresentam regularidade no futebol europeu como o zagueiro Amertey (Leicester/ING), o lateral Baba Rahman (Shalke 04/ALE) e o veloz meia Thomas Partey (Atlético de Madrid/ESP), todos na faixa dos 22 anos.

Destaques: André Ayew (M, West Ham/ING), Asamoah Gyan (A, Al-Ahli/EAU) e Emmanuel Agyemang-Badu (M, Udinese/ITA)

  • Uganda

Destaques: Farouk Miya (M, Standard Liège/BEL) e Geofrey Massa (A, Baroka/AFS)

  • Mali

Destaques: Adama Traoré (M, Mônaco/FRA), Bakary Sako (A, Crystal Palace/ING) e Ousmane Coulibally (Z, Panathinaikos/GRE)

  • Egito

Maior campeão da CAN – 7 títulos, sendo o último o tri-cameponato de 2008-10-12 – com o liga local mais forte da África, onde reside o Al-Ahly, time com mais títulos da Champions Africana, o Egito é sempre uma potência em se tratando de competição entre seleções, por mais que não dispute uma Copa do Mundo desde o longínquo ano de 1990 na Itália. Hoje com destaque para o ótimo volante El-Nenny (Arsenal/ING) e o veloz e artilheiro Salah (Roma/ITA), a seleção egípcia entra novamente como um dos times a serem batidos na CAN que começa dia 14 no Gabão.


Destaques: Mohamed El-Nenny(V, Arsenal/ING), Mohamed Salah (A, Roma/ITA) e Ahmed Hossam (A, Braga/POR).

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Ranking da FIFA

A FIFA divulgou hoje sua primeira atualização de Ranking em 2017. Destaque para a manutenção do Brasil de Tite como o segundo colocado. A Argentina continua em primeiro.

Outros destaques são a Polônia de Lewandowski e País de Gales de Gareth Bale entre os vinte primeiros colocados na frente de seleções tradicionais como Itália, Inglaterra, México e Holanda.

Abaixo o Ranking:


1. Argentina
 1.634
2. Brasil
1.544
3. Alemanha
1.433
4. Chile
1.404
5. Bélgica
1.368
6. Colômbia
1.345
7. França
1.305
8. Portugal
1.229
9. Uruguai
1.187
10. Espanha
1.166
 11. Suíça
 1.129
12. Gales
1.121
13. Inglaterra
1.114
14. Croácia
1.103
15. Polônia
1.087
16. Itália
1.083
17. Costa Rica
1.041
18. México
1.012
19. Peru
965
20. Equador
890

sábado, 7 de janeiro de 2017

Conquistando etapas

Mais importante que resultados em campo – sei que no mundo real, principalmente no futebol brasileiro, são eles que mantém o investimento – é ir avançando em estrutura e capacidade de reação como instituição. O Brasil já foi referência no interior como clube de futebol, mas deixou de ser a bastante tempo. Passou a revelar pouco jogadores da cidade, hoje em dia os poucos que saem de lá, saem pelas mãos de Alcione Dornelles e seu Progresso – que diga-se de passagem faz um trabalho excepcional que em 2016 sagrou-se Campeão Gaúcho sub-17 – ou algum outro plea base do Pelotas. O próprio Farroupilha jogando a Terceirona com a limitação de idade sub-23 da competição põe mais jogadores na vitrine que o Xavante.


Ontem com a apresentação da parceria com o Fragata FC, do ex-volante Émerson Rosa, espera-se que isso seja deixado para trás de uma vez por todas. A própria divisão ficou interessante – 80% para o Brasil, e 20% para o Fragata – principalmente se levarmos em conta a quantidade de contatos que Émerson pode trazer para o clube pelos anos e anos de alto nível como jogador e referência de liderança que foi principalmente no futebol italiano e pelo trabalho que já vinha realizando como Fragata, que já havia enviado vários meninos para estágios em alguns dos principais clubes europeus, claro,principalmente italianos..


Começar pelo Sub-15 e Sub-17, dar uma estrutura que as competições nacionais e estaduais cobrindo o máximo possível das necessidades desses meninos para se tornarem não só atletas mas também pessoas que entendam a oportunidade que estão recebendo, e claro, saiam do clube como pessoas melhores.

Futebol é um negócio como qualquer outro, e tem que ser tratado como tal. O Brasil caminha para uma estrada com mais condições de fazer o clube progredir como instituição, e como torcedor, fica a expectativa que tudo isso seja mantido independente de algum percalço, da saída de alguém, que tudo isso possa fazer o clube voltar a ser a referência de clube que já foi, e não só a referência de torcida que sempre será.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Os jogadores que mais se valorizaram em 2016.

O Transfermarkt, site especializado em valores de transferências de jogadores do mundo todo, atualizou a lista dos jogadores que mais ganharam valor de mercado em 2016.

O destaque é do francês Antoine Griezmann, que teve uma valorização de 30 milhões de euros no seu valor de mercado.

Abaixo a lista:

1º - Griezmann - Atlético de Madrid  30 milhões de euros - valor atual: 80 milhões de euros
2º - Renato Sanches - Bayern  29,2 milhões de euros - valor atual: 30 milhões de euros
3º - Higuaín - Juventus  28 milhões de euros - valor atual: 75 milhões de euros
4º - João Mário - Inter de Milão  27 milhões de euros - valor atual: 35 milhões de euros
5º - Pogba - Manchester United  25 milhões de euros - valor atual: 80 milhões de euros
6º - Saúl - Atlético de Madrid  25 milhões de euros - valor atual: 35 milhões de euros
7º - N’Golo Kanté - Chelsea  23 milhões de euros - valor atual: 30 milhões de euros
8º - Leroy Sané - Manchester City 22 milhões de euros - valor atual: 30 milhões de euros
9º - Mahrez - Leicester  19 milhões de euros) - valor atual: 30 milhões de euros
10º - Eric Bailly - Manchester United 19 milhões de euros - valor atual: 25 milhões de euros.

Abaixo um vídeo, e avalie se Griezmann valeu essa valorização toda em 2016. Detalhe que o Atlético de Madrid, não teve um dos seus melhores anos em comparação aos últimos, mas o vice da Champions e da Euro valeram muitos milhões nessa conta.



domingo, 25 de dezembro de 2016

Golden Boy: Mbappè, a jóia monegasca.

O Mônaco desde a compra do clube pelo magnata russo Dmitri Rybolovlev – e principalmente depois da bilionária e obscura situação do seu processo de divórcio – aposta muito em jovens com alta expectativa de venda e retorno financeiro, maior exemplo disso é a polpuda venda de Anthony Martial para o Manchester United onde foi comprado junto ao Lyon por cinco milhões de euros em 2013 e vendido ao Manchester por 35 milhões dois anos depois – e de tantos jovens promissores do time com bons exemplos como o camisa 10, o protuguês Bernardo Silva, já esperando uma sequência na seleção português, ou o argentino Guido Carillo, o brasileiro Guilherme Boschilia (ex-São Paulo), o hábil malinense Adama Traoré, enfim, bons exemplos de jovens promissores não faltam na jovem equipe do Mônaco.


Mas poucos tem o potencial do atacante francês Kylian Mbappè. De origem camaronesa, muita velocidade, um pé direito extremamente habilidoso e muito faro de gol, tornaram o jovem atacante uma realidade que aos poucos vem aparecendo cada vez mais na equipe do ótimo Leonardo Jardim – treinador português, especialista no lançamento de jovens promessas.

Seja jogando aberto na esquerda, posição que fez sucesso na euro Sub-20, para buscar a finalização com o pé direito, seja jogando mais pelo centro para buscar o contra-ataque usando sua velocidade ele se destaca por estar sempre perto do gol. O jovem começou no pequeno AS Bondy, onde era treinado por seu pai e em campeonatos locais chamou a atenção do clube monegasco, e de lá para cá, seja entrando nos finais das partidas, ou jogando jogos menores com o time profissional, até chegar a partida contra o Rennes pela Copa da Liga onde anotou seu primeiro hat-trick (três gols na mesma partida) da carreira e virou manchete em todo o mundo do futebol.


As comparações com o também francês e cria do Mônaco Thierry Henry são praticamente inevitáveis, tanto pelo porte físico, tanto pela velocidade e oportunismo na frente do gol. Henry era um extra-classe, talvez o maior do futebol francês, e está no time que habitam Platini, Zidane e Just Fonteine, e Mbappè lógico ainda está longe, muito longe desse nível, mas as especulações de que o futebol inglês – principalmente o poderoso Manchester City e o tradicional Liverpool – o desejam para prepará-lo para o futuro no clube, dão ainda mais força para o futuro que o garoto pode ter no futebol mundial.


Em números, para um garoto de 18 anos Mbappè, são bons: 20 jogos pelo time profissional do Mônaco com quatro gols, e 11 jogos pela seleção sub-20 da França com sete gols, incluindo aí um título do Europeu Sub-20, sendo que ele esteve na seleção do torneio e acabou como vice-artilheiro, tudo isso aos dezoito anos apenas.


  • Vídeo:

  • Ficha do jogador:

Kylian Mbappé
Personal information
Full nameKylian Mbappé Lottin
Date of birth20 December 1998 (age 18)[1]
Place of birthBondyFrance
Playing positionStriker
Club information
Current team
Monaco
Number29
Youth career
2010–2013AS Bondy
2013–2015Monaco
Senior career*
YearsTeamApps(Gls)
2015–Monaco B12(4)
2015–Monaco20(4)
National team
2014France U172(0)
2016–France U1911(7)

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Um ano é muito tempo...

O período para voltar a escrever é aquele em que o futebol brasileiro vira um grande Football Manager, que todos os dias são mais e mais notícias de empresários jogadas ao vento que, ás vezes da até vontade de nem ver os noticiários extremamente repetitivos do dia-a-dia.

Em um ano, o Brasil passou a ser um clube de Série B, o Grêmio saiu da fila e inverteu a gangorra no Estado estando ele na Série A e o colorado na Série B, Cruzeiro e São Paulo brigaram contra um rebaixamento e demonstraram que se não corrigirem seu caminho serão eles os próximos grandes brasileiros rebaixados, e o Palmeiras de Cuca mostrou um futebol não muito bonito de ser visto como o time corintiano de Tite no ano anterior, mas com Dudu e Gabriel Jesus jogando muito e com os desconhecidos Tchê-Tchê e Moisés sendo coadjuvantes de um luxo extremo, que consegui voltar a torcer pela seleção e que fiquei em um luto extremo pelo avião da Chapecoense.

Tive que me dobrar a Douglas - ele foi fundamental ao Grêmio - e ver a maior cagada da história do futebol brasileiro que foi ver o Inter emprestar D'Alessandro ao River para vê-lo campeão e ter de fazê-lo jogar a Série B, algo inacreditável, pois pra mim D'Ale é o maior jogador da história do Inter, e digo que para mim com ele, o rebaixamento não teria acontecido.

Acabo de ver o Borussia Dortmund empatar com o Augsburg pelo alemão, na minha rotina diária de chegar em casa do trabalho e ver um ou dois jogos - quem sabe mais, bem mais as vezes - e podem ter certeza que esse é um assunto do qual eu domino, leio - foram alguns livros sobre o tema nesse ano - busco ajuda na internet em qualquer dúvida, vejo pelo menos uns dez vídeos de jogadores do passado e do momento atual por semana, vejo como andam os resultados de praticamente todos os principais campeonatos de todos os continentes, vejo quem são os artilheiros, os principais destaques, quem contrata quem, que competições continentais vão jogar, quais brasileiros estão por lá, com isso o futebol vai se tornando um hobby quase doentio, afinal acompanhar campeonatos do Brasil à Liga Indiana não é fácil, demanda tempo, paciência, e vício...muito vício.

Aqui como sempre fica a minha impressão do futebol mundial, do atraso do Brasil frente ao resto do mundo, do que vejo de melhor praticado mundo afora, e claro mais de perto sobre Brasil de Pelotas, Grêmio, Corinthians, Inter e o campeonato Brasileiro em geral, em todas as suas divisões.

OBS.: Agora, com o fim do jogo, estou escutando a entrevista de D'Ale pela Gaúcha, e se vê o tamanho das porcarias que essa direção do Inter fez para conseguir ser rebaixado e perder D'Ale no mesmo ano.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Agora está tão perto!

Chegaram os mata-matas da Série C. Em algum momento deveria ter sido mais simples, mas ai não seria algo digno do Brasil. Pra quem passou pelo sofrimento do ano passado contra o Brasiliense, nos pênaltis, no calor, no sufoco, que quase infartou, esse ano não ia deixar por menos, e o que parece é que vai ser uma batalha para muito inglória, mas tenho certeza que podemos supera-lá.

Pra preocupar ainda mais, fui ver Fortaleza, o adversário das quartas, versus Águia de Marabá, rebaixado mas com campanha melhor que a do Caxias, por exemplo, e foi um massacre, 4x1 podendo ser mais que não seria nenhum exagero. Aliás, o time cearense é o dono da melhor campanha da Série C, tem o melhor ataque - junto do nosso - e uma das melhores defesas. Mas tem contra si a sina dos últimos três anos de ter batido na trave em todos eles, e sempre chegando com esse tipo de campanha.

O Bento Freitas vai tremer, pois tem que ter 8 mil lá dentro e 10 mil lá fora pra pressionar o time cearense. Tem que ter festa pela classificação para esse jogo durante um dia inteiro, tem que ter apoio incondicional de todos - dirigentes, torcedores, jogadores, e principalmente imprensa, essa um capítulo a parte - tem que fazer desse um momento histórico para um time do sul do nosso Estado.

Citei a imprensa pois nos últimos dias vem se agravando o clima hostil dela com o treinador Zimmermman, há quem sempre foi um personagem de difícil temperamento no cenário do futebol de Pelotas. Mas agora é hora de deixar isso de lado, pois é a possibilidade de uma visibilidade futebolística que a cidade nunca teve, é a possibilidade de um torneio que vai garantir inclusive um aumento muito significativo de verbas para melhorar uma estrutura que ainda é muito deficitária, que com esforços de alguns abnegados ela vem melhorando, e que esse aumento, caso chegue tem que ser bem usado e apoiado, e não tornar um clima de guerra e apenas de se apontar os erros do caminho, pois neste mesmo caminho se teve muito mais acertos. É hora de pensar apenas neles.

O que tem que ficar para história é o conto do time que chegou a última rodada e que ficou muito tenso pois teve que esperar os dois minutos mais angustiantes do ano ouvindo o Juventude e torcendo como um louco para ele não fazer mais gols, e com toda essa torcida ele não fez, e agora chegou no momento decisivo do ano, o momento onde em Maio parecia apenas sonho, mas agora é real para nós.

Vamos Xavante, agora mais do que nunca, rumo a Série B!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A proposta de Claúdio Montanelli, e a minha proposta.

Claúdio Montanelli é um folclórico dirigente Xavante, já tendo feito de quase tudo dentro do GE Brasil – inclusive uma passagem como treinador, e acreditem com vitória no seu único jogo – e ontem foi a assembleia a convite de Afonso Hamm, presidente da casa, traçar uma proposta de calendário para o futebol brasileiro.

Na concepção de Montanelli, as séries A e B continuariam como hoje são, a principal mudança seria em ampliar a série C para 20 clubes onde todos jogariam contra todos em turno e returno, tornando-a igual as série acima. Formando uma Série D com 20 clubes em dois grupos regionalizados e uma série E com 40, essa sim nos moldes da série D atual.

Creio que com a estrutura atual a série C já poderia ser feita por pontos corridos e, com isso, ampliando o leque de equipes que jogam um calendário realmente cheio no ano inteiro. Dando chances de mais jogos em casa, com mais renda entrando e não fazendo equipes tradicionais em sua região ficarem a minguá boa parte do ano como Portuguesa-SP, Guarani-SP, Madureira-RJ, Fortaleza-CE, América-RN e Vila Nova-GO, ou equipes emergentes como Juventude-RS, Brasil de Pelotas-RS, Londrina-PR, Tupi-MG, Salgueiro-PE, Cuiabá-MT, entre outros que investem cada vez mais na formação de uma identidade nacional, e ampliação do nome na região que ocupam no seu Estado.

Eu particularmente discordo quanto a série D. Acredito que a competição se tornaria ideal com 48 times divididos em 4 chaves com doze equipes, onde 4 iriam aos mata-matas e as três últimas seriam rebaixadas, dando rotatividade de clubes média e fazendo os clubes tenham 22 datas para jogarem nacionalmente, assim sendo, 11 jogos em casa para fazer renda, por uma competição de bom alcance. E daí sim fazer uma série E onde teríamos 12 equipes sendo premiadas com o acesso, e sempre de formas regionalizadas, ou seja, subir seis equipes da região sul/sudeste, e outras 6 do norte/nordeste/centro-oeste.

Isso faria que todas as regiões tivessem identidade nacional, e não apenas dentro de seu Estado. Jogar uma série E com um time bem organizado e dentro de sua realidade poderia ainda assim conseguir o acesso e não faria apenas equipes que gastem um horror e consigam um sucesso momentâneo que teriam esse privilégio.

A CBF ganha muito dinheiro nas costas dos clubes brasileiros, e olha que essa nem é uma proposta do Bom Senso onde coloca a série E com 500 clubes com a CBF apoiando todos. Acredito que a forma como é feito hoje com as Série D pode ser feita com a E também nesse formato e a CBF ainda assim continuaria ganhando as fortunas que ganha hoje.


Claro isso tudo passa por enxugar os estaduais, fortalecer os nacionais, mas isso é assunto para outro post...