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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O roteiro de uma tragédia anunciada

O Brasil foi para o Sulamericano sub-20 com um time torto, e todos sabiam disso. Luis Gustavo passa longe de dar segurança no gol, mas a defesa montada por Émerson Ávila chegou a dar dó. Dória, bom no jogo aéreo mas lento que nem uma tartaruga, e Luan não pode nem sequer jogar numa seleção brasileira de tão fraco. Fora a segurança zero que os laterais tinham para subir e o que já era sabido é que todos os laterais que foram eram muito fracos na marcação.

Algumas ausências tem de ser consideradas: O Real Madrid não liberou Fabinho, a Roma não liberou Marquinhos, os dois jogadores de defesa e que seriam titulares absolutos dessa seleção, assim como Bernard, que nem sequer foi chamado e foi eleito a revelação do CB do ano passado, e jogador de extremo destaque pelo Atlético Mineiro.

Outro fator foi Émerson Ávila: era o treinador da sub-17 e onde fazia bom trabalho, mas com a saída de Ney Franco para o São Paulo e Andrés já em processo de fritura na CBF, a sub-20 foi escanteada, abandonada e Ávila chamado as pressas para montar o time que tentaria levar o Brasil para mais um Mundial onde sempre entra como um dos favoritos, e detalhe é o atual campeão, mas não irá defender seu título esse ano.

Outro fator que dividiu a seleção foi a birra por Rafinha Alcântara ter chego depois do inicio de treinamentos do time, e ser relegado a reserva de uma seleção que era ele o nome para ser o condutor do time, com Fred a ser seu principal acessor, mas Émerson puniu o time ao apostar nos seus protegidos da sub-17 e vê-los não repetir nem perto daquele futebol que levou o time ao vice campeonato mundial. Felipe Anderson, Adryan e Mattheus foram muito mal, Ademílson foi um horror, muita máscara pra pouco futebol.

Sobre o jogo de hoje a arbitragem até errou - não vi uma câmera que me desse certeza - mas o time foi apático e dominado pelo time peruano. Os atacantes Benavente e Reyes ganharam praticamente todas da defesa brasileira  na velocidade, era sempre a disputa de uma RBR contra uma Williams, o segundo gol foi consequência já do desespero brasileiro em tentar atacar e não conseguir levar perigo ao gol peruano.

Abaixo um vídeo do jogo e a tabela da competição, que estranhamente ficou sem Brasil e Argentina fora das seis melhores seleções do continente e abriu caminho para o Chile - 100% até o momento -  e Uruguai brigarem pelo título do torneio realizado na Argentina.





Grupo A

SeleçãoPJVEDGPGCSG
Flag of Chile.svg Chile12440083+5
Flag of Colombia.svg Colômbia64202105+5
Flag of Paraguay.svg Paraguai6420296+3
Flag of Argentina.svg Argentina4411267–1
Flag of Bolivia.svg Bolívia14013315–12


Grupo B

SeleçãoPJVEDGPGCSG
Flag of Peru.svg Peru7421175+2
Flag of Uruguay.svg Uruguai64130109+1
Flag of Ecuador.svg Equador54121550
Flag of Venezuela.svg Venezuela4411234–1
Brasil Brasil4411246–2


OBS: O Brasil se levarmos os números frios, ainda conseguiu ficar atrás da Argentina e ser - vergonhosamente - a 9° colocada entre dez seleções. Realmente jogadores como Adryan, Felipe Anderson e Ademílson foram supervalorizados e agora deixam um buraco de gerações, depois da extremamente bem sucedida geração de Lucas, Oscar e Neymar, agora esperemos 2015, quando o Sulamericano mais uma vez vai valer o sonho olímpico.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A estréia do Brasil no Sulamericano sub-20

O Brasil entrou torto no gramado do estádio Bicentenário ontem na Argentina. Algumas peças não podem serem titulares de um Brasil sub-20. O zagueiro Luan é muito fraco e Dória - forte e até bom zagueiro - ficou sobrecarregado no lado esquerdo.

As laterais ficaram desprotegidas já que Wallace e principalmente Mansur passavam a toda hora e isso foi um prato cheio para o armador Uchuari e o ótimo meia-atacante José Cevallos deitarem por ali.

O meio-campo Mattheus tentou bastante. No primeiro tempo principalmente, foi o jogador mais perigoso da seleção. Adryan foi uma decepção. A dupla de atacantes Marco Junio e Ademílson foram dois postes parados la na frente e nas poucas vezes que apareceram foram inoperantes e perdendo alguns lances fáceis até.

Rafinha, Fred e Bruno Mendes pedem passagem. Os três foram mais agressivos e perigosos que os titulares ontem e jogaram 15 minutos quando muito junto.

Para a próxima rodada eu manteria apenas Mattheus dos que começaram essa partida, já que o resto dos que estiveram em campo foram muito mal.

Felipe Anderson, outro que não foi bem, ainda daria mais um crédito pois é o único do meio-campo que consegue participar do sistema defensivo e ainda atacar com qualidade.

De boas participações, o que de melhor a seleção apresentou foi Misael. Incansável, ótimo passe, impecável na marcação do bom time do Equador, e pese o fato de ele ser o único que tentava marcar na seleção. O Grêmio tem uma pérola na mão. Misael é um volante daqueles que poucas vezes vi com tanto a dar a um time como ele deu ontem a seleção.

A seleção foi isso ontem: Misael inspirado na marcação e viveu de lances esporádicos de Mattheus na armação. O resto foi muito mal.

A destacar os dois armadores do time equatoriano: Uchuari e Cevallos tem muita técnica - Cevallos quase fez um gol espetacular ao chutar do meio-campo e com o goleiro batido e ela caprichosamente acertar o pé da trave - e ambos com uma disposição para o jogo invejável. Cevallos saiu no segundo tempo extenuado e sem ele a seleção do Equador que brigava e chegava perto da vitória se acomodou e se deu por contente com o empate contra o favoritíssimo Brasil.

Abaixo os vídeos do jogo:



E aqui o quase golaço de José Cevallos - o filho do folclórico goleiro da LDU - e que também joga na LDU.